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Beautiful Beginning 4ª Temporada - Capitulo 4

Beautiful Beginning - Capitulo 4

Eu mal conseguia abrir os olhos na manhã seguinte. O brilho forte do sol entrava através da varanda aberta, e a luz atingia a cama, esquentando minha pele. Eu podia sentir a maresia no ar e ouvir as ondas quebrando na praia. Podia sentir o calor do corpo de Demi ao meu lado. Nua. Ela murmurou algo em seu sono, passou uma perna sobre a minha e chegou mais perto. Os lençóis exalavam seu perfume, mas mais do que isso, exalavam seu aroma. Com um gemido, eu me soltei dela e cuidadosamente a virei para o outro lado. Coloquei meus pés no chão e me levantei, olhando para meu pau totalmente ereto e egoísta. Sério?, pensei. De novo? Tinha ido ao banheiro em duas ocasiões distintas na noite passada – antes e depois do showzinho da Demi. Mas mesmo assim, lá estava eu, duro como pedra. Demi disse que eu era brilhante por nos fazer esperar até sábado, quando na realidade eu estava começando a pensar que essa tinha sido a pior ideia que já tivera. Eu me sentia ansioso e com os nervos à flor da pele: parecia um insistente formigamento e uma necessidade de transar até me exaurir por inteiro. Sob circunstâncias normais eu cortaria minha mão direita antes de considerar sair de uma cama quente com a Demi nua. Mas as circunstâncias do momento não eram nada normais, e francamente, minha mão direita se provou muito valiosa nos últimos dias. Eu quase tinha cedido na noite passada, e nessa altura do campeonato, seria como me render ao inimigo. Eu precisava sair dali. Encontrei meu celular na sala de estar e digitei uma mensagem para Max. Preciso de uma corrida matinal. Topa? Sua resposta veio menos de um minuto depois. Com certeza. Vou chamar o Will e te encontro na piscina às 10h, certo? Beleza. Encontro vocês lá. Respondi, e joguei meu telefone no sofá. Eu tinha tempo para bater uma, tomar banho e escapar do quarto antes que Demi acordasse. – Max definitivamente transou na noite passada. Fiquei olhando para ele enquanto se aproximava da piscina, com o cabelo desarrumado e os membros relaxados. Seria fácil odiar esse cara se eu não estivesse tão feliz por ele. Certo, certo. Eu ainda o odeio um pouco. – Você parece muito satisfeito consigo mesmo – eu disse, sentando numa cadeira debaixo de um grande guarda-sol azul. – E você parece justamente o contrário – ele respondeu com um sorrisinho. – Está tendo problemas com sua virgindade? Eu suspirei, alonguei meu pescoço e senti a tensão que parecia atacar todos os meus
músculos. – Já é sábado? Max sacudiu a cabeça, rindo. – Ainda não. Estamos quase lá. – Onde está Will? – Ainda com Hanna, acho. Ele disse pra gente esperar e que desceria logo – Max sentou-se na minha frente e abaixou-se para amarrar os sapatos. – Bom, então vou aproveitar e falar com você sobre uma coisa. – O que foi? – Lembra quando Will contratou aquele palhaço esquisito para cantar no meu aniversário? – perguntei, sentindo um arrepio subir por minhas costas. Esse tipo de coisa se tornou comum entre nós três. Depois de ter acidentalmente contratado um travesti para Will em Las Vegas, ele retaliou enviando uns capangas que fingiam terem nos flagrado roubando nas cartas. A partir dali, as coisas apenas aumentaram. Demi insistia que era apenas questão de tempo até que um de nós acabasse no hospital ou na cadeia. Eu apostava que seria na cadeia. Max gemeu. – Merda. Achei que já tinha apagado aquilo da minha mente. Muito obrigado por me lembrar. Olhei para o hotel para ter certeza de que Will não tinha chegado. – Estou planejando uma retribuição. – Certo… – Por acaso você conheceu as tias da Demi ontem? – Aquelas que pareciam uma dupla de hienas circulando uma gazela indefesa? Sim, são duas senhoras adoráveis, se é que você me entende. – Sou parcialmente responsável por aquilo – disse, esperando por sua reação. Ele nem piscou. – Parcialmente? – Certo, certo, completamente. Ele sacudiu a cabeça tentando segurar uma risada. – Você não acha que elas têm alguma esperança real, não é? – Tive a impressão de que elas estão apenas querendo se divertir. Acabei dizendo que ele gostava de mulheres experientes e gostava de duas ao mesmo tempo. O que é verdade, diga-se de passagem. Max ergueu a sobrancelha. – Tecnicamente verdade – corrigi. – Eu vou pro inferno, não é? – Você avisou a Hanna? – Claro que sim – quando ele não abaixou a sobrancelha, eu o ignorei e continuei: – Bom, eu sugeri que ela fingisse não saber de nada. E ela concordou. – Só isso? Ela é mais fácil do que eu imaginava – ele respondeu. Que namorada concordaria com um plano tão maléfico? Claramente, Hanna era um gênio. – Precisei convencê-la um pouco de que ele não se machucaria, mas sim, ela concordou. A propósito, eu realmente gosto dela. – Eu também. – Então, o que você acha? Devo cancelar tudo? Para ser honesto, estou me sentindo meio
culpado desta vez. São as tias da Demi. Ouvimos passos e nós dois viramos a cabeça, encontrando Will vindo em nossa direção. Max aproximou o rosto rapidamente e sussurrou: – Se você contar eu te mato. – Havia alguns surfistas espalhados pela praia e alguns corredores passaram por nós quando saímos do hotel. – Então, por que você acordou tão cedo? – Max perguntou à minha direita, mantendo um ritmo constante comigo. Will, o corredor semiprofissional, já estava a vinte metros na nossa frente, gritando insultos sobre o ombro. – Foi só… tudo – admiti. – Acho que nunca estive tão exausto e ansioso ao mesmo tempo. Você provavelmente não quer ouvir isso, mas não sei se preferiria dormir ou transar por dez horas seguidas. Max deu um tapinha em meu ombro. – Sei como se sente – ele disse. – Sabe nada – eu retruquei, olhando para ele. Ele tentou não rir. – Desculpa, cara. Não quero tirar sarro da sua dor, e o que vou dizer agora provavelmente é mais do que você gostaria de ouvir… mas eu nunca olhei para a Sara desse jeito. Ela sempre… Como posso dizer? – ele coçou o queixo, pensando. – Ela sempre foi faminta. Mas agora que está grávida? Meu Deus. Eu mal consigo acompanhar. Fiquei com vontade de jogar ele no mar, mas admito que foi engraçado vê-lo escolhendo as palavras tão cuidadosamente. – Isso provavelmente foi a coisa menos articulada que já ouvi você dizer. – Pois é. – Estou realmente tentando não te odiar. – Então, fora o óbvio – Max disse, tentando soar sério. – Como estão as coisas? – Normais. Minha mãe envia mensagens a cada meia hora com suas preocupações. O pai da Demi nunca sabe onde precisa estar e a Julia precisa ficar sempre em cima dele. Bull está esperando a Demi decidir que precisa de uma última noitada. E eu provavelmente vou acabar me internando ao fim do dia. – E a Demi? – ele perguntou. – A Demi é a Demi. Ela é sexy, irritante e sempre me deixa na dúvida sobre o que está pensando. Eu achei que fosse estrangular ela ontem, mas acabamos conversando. Acho que finalmente chegamos a um acordo. – Parece ótimo – ele disse, mas eu não pude deixar de perceber que a resposta dele não foi sincera. – O que foi? – Nada. – Se você tem algo para dizer, Max, diga logo. Will percebeu que já não estávamos mais atrás dele, então voltou para nos encontrar. – E aí? – ele disse, usando a camiseta para limpar o suor da testa enquanto olhava para nós dois, claramente confuso. – Estamos falando sobre o Plano de Castidade – Max explicou.
– Ah, ótimo – Will disse, virando para me olhar. – Se me permite, esse embargo deve ser a coisa mais idiota que eu já ouvi. – Eu… – Concordo – Max interrompeu. – Entendo que tudo é um joguinho com vocês, mas quem viaja para a Califórnia para se casar, aluga uma maldita suíte na praia e depois não transa o tempo inteiro com a noiva? – Alguém estúpido – Will respondeu. Max me jogou um olhar fulminante. – Alguém idiota. – Alguém que é um constrangimento para a raça dos homens… – Eu sei, tá! – gritei, fazendo minha voz ecoar pela praia. – Eu sei que não faz sentido! Mas na hora que pensei, fazia. Pensei em fazer algo especial. Pensei em deixar a tensão aumentar. Eu queria que ela lembrasse o quanto foi divertido ficar irritada comigo. Eu queria que ela lembrasse que realmente existe apenas um homem que consegue lidar com ela, e que esse homem sou eu! Agora, parece a pior ideia na história das ideias. Mas agora já foi. Agora não posso voltar atrás. Meus dois amigos me olharam sem saber o que dizer. – Eu comecei com isso, agora preciso terminar. Estamos falando da Demi. Ela já tem uma das minhas bolas em sua mão, então ao menos me deixem ficar com a outra. Se eu transar com ela antes de sábado, ela vai pensar que possui as duas e que pode me controlar quando quiser. Ela vai querer que eu agradeça depois de chupar meu pau! Vai pensar que é ela quem está deixando eu dar uns tapas em sua bunda! Vai usar sapatos no trabalho que ninguém usaria nem num quarto! – retomei meu fôlego e baixei o tom de voz. – E então, vou passar o resto da vida tentando convencê-la de que ela é uma maldita cretina que precisa ser amarrada na cama e fodida até ela agradecer por minha existência. Limpei meu queixo e fechei os olhos, sentindo meu peito queimar. – Você realmente precisa transar – Will sussurrou. Max pousou a mão em meu ombro. – Ele está certo, cara. Isso é mais sério do que eu pensava. – Ah, cala boca – joguei sua mão para longe e comecei a andar na praia. – Pode ter sido um erro, mas vocês também estão ferrados. Se Demi vencer nesta semana, vocês também vão sofrer. Todos os homens no mundo vão sofrer como nunca antes sofreram. Eu não gosto disso, não planejei isso, mas é isso que está em jogo. Max sacudiu a cabeça, me acompanhando na caminhada. – Não é só você que precisa transar, Ben. Demi também não tem sido ela mesma nos últimos dias. Talvez sua estratégia esteja errada. Diminuí os passos até parar. – Do que você está falando? Você a viu na noite passada; ela estava agindo como uma grande cretina. Como isso não é “ela mesma”? – Todo esse negócio de casamento deixou mesmo você mais molenga se você pensa que aquela era a Demi sendo uma cretina – Max disse. – Vocês dois são as pessoas mais voláteis que eu já conheci. Tem dias que parece que estou assistindo a uma briga de desenho animado. E a Demi Lovato de quem ouvi histórias iria arrancar suas bolas e fazer você comê-las para conseguir o que ela quer. Ela amarraria você numa cadeira para te torturar até que você
implorasse para transar com ela. O que ela fez ontem? Usou um vestido curto? Balançou os peitos na sua direção? Essa é a mesma mulher que te chicoteava quando trabalhavam juntos? Nem de longe. – Mas… – comecei a falar, mas as palavras fugiam da minha boca. – Will, conte sua teoria nerd. Você vai gostar, Ben, é brilhante. Will se aproximou. – Sabe aquela coisa sobre a calmaria antes da tormenta? Aquele momento que antecede um tornado ou um furacão, quando tudo fica calmo? – Sei – eu disse, não gostando de onde isso estava indo e como isso se relacionava com Demi, mas, mesmo assim, curioso. – Continue. Will ficou com uma expressão intensa, como se o que estava prestes a dizer fosse a coisa mais fascinante que eu já tivesse ouvido. Ele meio que dobrou os joelhos, usando as mãos para gesticular para todo lado, dramaticamente ilustrando seus argumentos. – Então, o vapor e o calor sobem para a atmosfera, atraídos pelo centro da tempestade. As correntes de ar que sobem removem um pouco do ar saturado, forçando-o para cima, além das nuvens mais altas. Você está entendendo até aqui? – ele perguntou. Eu confirmei, sentindo uma ansiedade surgir em meu peito. – Ele está chegando na parte fascinante – Max observou. – Então, você tem todo aquele ar subindo, mas ele se comprime enquanto cai, tornando-se mais quente e mais seco. É a calmaria – ele disse, fazendo uma pausa dramática –, resultando numa massa de ar estável, favorecendo a formação das nuvens e deixando o ar totalmente parado. É a calmaria antes da tormenta. Max já estava assentindo e dando um tapinha nas costas do Will como se ele tivesse acabado de ter feito a analogia mais inteligente de todos os tempos. Eu franzi o rosto. – O que você está tentando dizer? Max chegou mais perto e envolveu meus ombros. – O que estamos dizendo, meu amigo, é que você pensa que está tudo sob controle. Mas todos nós estamos esperando para ver quando você vai explodir de vez. – Fiquei vigiando Demi como um gavião pelo resto do dia, e embora eu não quisesse admitir, Max e Will estavam certos. Ela nem tentou discutir ou me atacar quando voltei para o quarto, apenas foi ao banheiro e tomou banho sozinha. Quando beijei seu ombro nu, ela sorriu para mim, mas sem aquele olhar de quem vai me devorar mais tarde. Ela estava envolvida numa toalha, com a pele ainda úmida do banho enquanto secava o cabelo. Não comentou o fato de estar nua, não pediu “ajuda” para se vestir. Não pediu nem uma vez para que eu transasse com ela. Ela estava gentil e amorosa, e eu fiquei completamente confuso. Quando o garçom errou seu pedido no café da manhã, ela não reagiu. Quando suas tias insistiram em segui-la por todo lado com uma câmera, ela se manteve calma. Quando minha mãe sugeriu que ela usasse o cabelo solto na cerimônia em vez de preso para cima, Demi apenas respondeu com um sorriso forçado. Nessa altura eu podia praticamente sentir o cheiro de tempestade no ar, e o ensaio nem tinha começado.
– – Como assim “um pequeno acidente”? – perguntei, olhando para a coordenadora do casamento antes de olhar rapidamente para Demi. Ela estava na praia a uns dez metros, andando de um lado a outro. Alguns palavrões ecoaram até nós, mas agora ela estava estranhamente em silêncio, com os braços cruzados sobre o peito enquanto andava nervosamente na areia. Franzi o cenho, mas logo voltei minha atenção para nossa coordenadora, a Kristin, quando ela tentou se explicar. – Vai dar tudo certo, Joe – ela dizia, com palavras que deveriam me acalmar, mas apenas me irritavam ainda mais. Quando as coisas não dão certo, você grita com alguém. Você deixa bem claro que espera nada menos do que a perfeição. Você bate portas e demite pessoas. Você não fica parada com seu blazer azul dizendo para a noiva robô e o noivo bobão que vai dar tudo certo. – Aconteceu um probleminha com as roupas do casamento. Um pequeno acidente. Um probleminha. Esses adjetivos não descreviam direito o medo que começou a subir por minha garganta. – As roupas foram entregues hoje de manhã, mas quando abrimos os pacotes, percebemos que houve algum problema de comunicação e nada estava passado. É uma coisa pequena, Joe. Eu nem incomodaria você se a própria Demi não tivesse visto. Então Demi já tinha visto os pacotes de roupas amassadas e mesmo assim não tinha explodido. Eu suspirei e olhei para a praia, onde alguns bancos foram colocados para servir de descanso temporário aos convidados. As tias de Demi estavam sentadas uma de cada lado do Will, que estava com as mãos dobradas no colo e parecia… tenso. Na verdade, parecia que estava prestes a sair correndo. Hanna estava conversando com Dani, mas ocasionalmente olhava para Will, e seu pequeno sorriso aumentava quando fazia isso. Ela seria uma excelente aliada no futuro. Max e Sara estavam… em algum lugar. Revirei meus olhos quando percebi que eles ainda nem tinham descido do quarto. Maldito. Minha família estava conversando e esperando o ensaio começar. – Então, e agora? – eu perguntei. Kristin sorriu. – Já enviamos tudo para a lavanderia para deixarem pronto amanhã de manhã. Eles prometeram entregar antes da uma hora. – O casamento começa às quatro – eu disse, passando a mão em meus cabelos. – Você não acha meio apertado? – Não deveria… – Isso não é bom o bastante – eu a interrompi. – Eu mesmo vou buscar. – Mas… Meu irmão ouviu tudo e pousou a mão no ombro da Kristin. – Apenas aceite – Kevin disse. – É mais fácil assim, acredite. – O resto dos convidados chegou e eu fui buscar Demi. Ela havia parado de andar nervosamente e estava agora sentada num banco com os pés enterrados na areia. – Está pronta para o ensaio? – eu perguntei, testando seu humor. Ofereci meu braço e a
ajudei a se levantar, tomando sua mão quando começamos a andar em direção aos outros. – Você está silenciosa demais. Demi sacudiu a cabeça. – Estou bem – ela disse simplesmente, depois se dirigiu para onde Kristin indicou. Então tá. Olhei para o céu, esperando ver nuvens se formando acima de nós. O que sempre me deixava maluco com Demi era que eu não conseguia ignorá-la, estivesse ela no mesmo espaço que eu ou não. Sempre foi assim desde o dia em que nos conhecemos. Eu a desejava a cada segundo de cada dia, e isso me irritava demais. Eu soltava os cachorros para cima dela para me distrair e ela cuspia tudo de volta. Isso apenas aumentava meu desejo por ela. Sempre. Mesmo agora, de pé em lados opostos do altar enquanto ouvíamos o ministro Adam Marsters explicando nossas posições, eu não conseguia tirar os olhos dela. – Joe? – ouvi alguém me chamar e então olhei ao redor, surpreso ao perceber que todos estavam olhando para mim e esperando minha reação. O som da risada do Max soou pelo salão e eu mentalmente mandei ele se ferrar. – Você está pronto? – Kristin disse, lentamente, perguntando pela segunda vez. Franzi meu rosto, irritado comigo mesmo por ter me distraído. Eu tinha certeza de que era importante saber o que diabos estava acontecendo. – É claro. – Certo. E vocês? – Kristin perguntou. – Os convidados poderiam formar uma fila, por favor? Um murmúrio nos envolveu e viramos para observar enquanto todos se dirigiam para seus lugares no começo do corredor. Kevin, o primeiro padrinho, ficou na frente, oferecendo o braço para Sara. – Certo, pessoal – Kristin anunciou –, vou explicar como vai ser. Eles puxarão cada um uma fila deste lado do jardim. As cadeiras vão começar aqui – ela disse, andando pelo corredor e gesticulando para um lugar perto da grama –, e continuarão até chegar na praia. Serão aproximadamente trezentas e cinquenta cadeiras – Kristin puxou Kevin e Sara e os posicionou. – Certo, agora a próxima madrinha e padrinho? Julia deu um passo para frente, e Max e Will fizeram o mesmo. Max olhou feio para o Will e agarrou o braço da Julia. – Esta adorável senhorita é minha, cara. – Mas eu pensei que… Onde está a minha madrinha? – Estou aqui, bonitão – olhei para trás do Will e lá estava nossa quarta madrinha: George, o assistente da Sara. Ele entrou na fila e agarrou o braço do Will. – Você deve estar brincando – Will disse, depois quase pulou quando uma das tias da Demi passou por ele e beliscou sua bunda. – Pelo jeito você vai ter duas oponentes de peso – Max disse para George. – Aquelas duas não vão deixar barato se você roubar a presa delas. – Ah, não – George disse. – Aquelas duas tiazonas que se cuidem, pois até que o gostosão e a rainha do gelo se casem, o Will aqui vai ser só meu. – E meu também – Dani disse, tomando o outro braço do Will. – Este sortudo vai ficar com nós duas. George sorriu para Dani.
– Você está disposta a se comportar mal? Dani deu uma piscadela. – A cada segundo de cada dia. Demi se virou para a Kristin. – Podemos colocar um bar no altar. Só pra mim? – O que está acontecendo por aqui? – Will disse, olhando para cada um de nós e depois para as duas tias. – Por acaso eu estou bêbado? Hanna, elas acabaram de beliscar minha bunda, e esse cara aqui – ele gesticulou para o George – quer me levar para casa depois da festa. Eu preciso de ajuda! Hanna tomou um gole de sua bebida de mulherzinha, completada com um minúsculo guardachuva cor-de-rosa. – Não sei, para mim parece que você está se dando muito bem aí em cima – ela disse, depois tomou outro grande gole com o canudinho. Hanna não era de beber muito; eu podia apostar com qualquer um que logo ela estaria dormindo de cara na areia. – Meu Deus, na verdade, vocês é que devem estar bêbados – Will resmungou, enlaçando o braço de George. – E não tente conduzir – ele disse, depois ofereceu o outro braço para a Dani. – Agora que isso está resolvido – Kristin disse com um suspiro –, os outros podem formar a fila. – Os convidados tomaram seus lugares e, finalmente, prestaram atenção em silêncio. – Certo, ótimo. Demi, você começa aqui atrás. Onde está o pai da noiva? Eddie tomou seu lugar ao lado de Demi e a cerimônia continuou. Graças a Deus tudo que eu precisava fazer era conduzir minha mãe até seu lugar, pois tudo parecia muito complicado, e os peitos de Demi estavam demais com aquele vestido rosa. Quando minha noiva finalmente alcançou o altar, eu tomei suas mãos e nós viramos para o ministro, aquele velhinho quase senil de cabelos brancos e olhos azuis que mal parecia nos enxergar. Demi estava estranhamente quieta, prestando atenção e respondendo quando era preciso, mas nada além disso. Parte de mim estava começando a se preocupar que isso fosse mais do que nervosismo antes do casamento. Decidi chamá-la de lado quando tudo acabasse, mas então o ministro disse: – E então vou pronunciar vocês Sr. e Sra. Jonas, daí o Joe… Observei a Demi levantar a cabeça de repente como se tivesse ouvido algo errado. – O que você disse? – ela perguntou, esperando atentamente, e por um momento eu pensei: Sim, aí está aquele fogo, a mulher de quem Max estava falando hoje de manhã. E então entendi o que o ministro disse que a irritou tanto. Lá vamos nós, pensei. – Que parte, senhorita? – ele perguntou, passando os dedos em seu livro gasto, tentando encontrar alguma frase que tivesse pulado ou lido errado, algo que pudesse causar aquela resposta imediata. – Você disse “senhor e senhora Jonas”? – ela esclareceu. – Ele permanece um homem, mas eu serei sempre conhecida como algo que pertence a ele? Eu vou perder minha identidade e existir apenas com a esposa de alguém? Ouvi a voz de Max por cima de uma onda de murmúrios. – Mais alguém está sentindo cheiro de chuva? O ministro estendeu o braço e tocou o ombro de Demi, exibindo um sorriso paternal.
– Eu entendo, minha querida… – ele disse, virando os olhos para mim como se estivesse pedindo ajuda. – Não foram essas palavras que você pediu, Joe? Ela girou a cabeça na minha direção com um olhar fulminante. – Como é? – Demi – eu disse, apertando sua mão. – Eu entendo o que você está dizendo e podemos mudar isso. Eles me perguntaram se eu tinha alguma preferência na cerimônia, e eu apenas… Ela deu um passo para trás, sacudindo a cabeça como se não pudesse acreditar no que estava ouvindo. – Você?! – ela gritou com a voz mais exagerada possível, e fiquei até um pouco impressionado em ver tanta raiva e irritação numa única palavra. – Você disse isso para ele? Essas são palavras que você escolheu? – Eu não escolhi essa frase especificamente – eu disse, horrorizado, mas ao mesmo tempo um pouco excitado com sua respiração furiosa. – Mas essa parte estava na… – Eu não preciso que você me explique nada. Ele está lendo um livro arcaico que promove essa ideia idiota de propriedade patriarcal. Uma versão que você escolheu. Foda-se isso. Eu não fiz faculdade, e pós-graduação, e um estágio enquanto aguentava sua cretinice apenas para depois perder minha identidade e ser conhecida como uma esposinha. E outra coisa – ela disse, tomando fôlego e virando para Kristin, que estava congelada. – Que tipo de lavanderia de quinta entrega milhares de dólares em vestidos e ternos como se tivessem passado por um moedor de carne? Excitação, luxúria e raiva embaçaram os limites da minha visão. – Que diabos você quer dizer com minha cretinice? Se você não fosse uma maldita garota mimada e egocêntrica que acha que o mundo inteiro gira em torno de você talvez eu fosse um chefe mais agradável. – Isso é piada, né? E você preferia que eu fosse uma idiota submissa que traz o seu café e bolinhos e finge que você não fica olhando direto pros meus peitos? – Quem sabe eu não olharia tanto pros seus peitos se você não ficasse em cima de mim a toda hora. – Quem sabe eu não ficaria tanto em cima de você se você não me chamasse para aquele seu maldito escritório do inferno pra qualquer coisinha. “Srta. Lovato, eu não consigo ler sua caligrafia no relatório. Srta. Lovato, eu pedi especificamente que os documentos estivessem em ordem alfabética. Srta. Lovato, eu derrubei minha caneta no chão, venha até aqui e fique de quatro porque eu sou um maldito pervertido!” – Eu nunca disse pra você ficar de quatro! Ela se aproximou e apontou o dedo para mim. – Mas você pensou. Com certeza, isso eu admito. – Também pensei em despedir você umas setecentas vezes. Espero ter tomado a decisão certa por não ter ouvido meus instintos. – Você é um filho da mãe muito egocêntrico. – E você ainda é uma cretina pé no saco! – eu gritei de volta. E por Deus, isto era tão familiar e tão bom, era exatamente do que nós precisávamos. Eu queria jogá-la no chão e rasgar suas roupas para poder morder e marcar toda sua pele. Segurei seus cabelos e ela deu um tapa em minha mão, depois agarrou minha camisa e me

puxou, beijando muito forte e com mais língua do que seria apropriado, considerando onde estávamos. Um fato que apenas me lembrei quando ouvi o burburinho ao nosso redor. – Meu Deus – ouvi alguém dizer. – Eu acho… acho que eles se estressaram muito nas últimas semanas – minha mãe murmurou. – Nossa, isso é muito constrangedor – outra pessoa disse. – Eles vão transar lá em cima ou…? – esse com certeza foi o George. – Quem apostou que seria hoje? – Kevin perguntou. – Will? Foi você? A essa altura, Demi já havia me jogado no chão e estava subindo em cima de mim. – Certo, certo! – a voz do meu pai cortou o salão e eu me apoiei num joelho, tentando tirar minhas mãos dos cabelos de Demi e as mãos dela do meu cinto. – Acho que já está bom de ensaio. Kristin? Você pode chamar os carros lá para frente? Já está na hora do jantar do ensaio. Ei, todo mundo, vamos embora!

4 comentários:

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk nao da pra comentar esse final, so rir

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  2. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA POSTA MAIS HJ, FAZ MARATONA

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