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O Que Você Quiser - Bônus

BÔNUS 

A aparência que Joe Jonas mostra para o mundo não é a medida plena do homem. Ele acredita ser o único no comando de sua vida e responsabilidades. Mas o que acontece quando você tira a coisa mais preciosa para ele, a única pessoa com o poder de destruir o seu mundo inteiro? Esta história bônus nos conta desde os eventos do final do primeiro livro até o começo da história atual. Joe começa a perceber que nenhum homem é uma ilha e que todas as paredes podem ser quebradas por alguém com o toque certo.
 * ~ * "Eu te amo". 
Três pequenas palavras, mas elas tinham o poder de parar o mundo. "Não." Ele não teve, exatamente, a intenção de negar para escapar. Joe sentiu Demi tensa contra ele e olhou seu rosto enquanto ela se esforçava para falar novamente. Sob ela, Joe ficou em silêncio, imaginando uma forma de salvar a situação, mas não podia pensar em uma boa solução. Por que as coisas chegaram a isso? Movendo suas mãos para a cintura de Demi, ele gentilmente manobroua de forma que ele pudesse se sentar. Houve um súbito clamor em sua cabeça, mais um ruído branco do que qualquer mensagem específica ou pensamento. A necessidade de tomar uma atitude manteve cada músculo de seu corpo tenso, mas ele não podia se mover, preso sentado na cama. "Por quê?" Joe fechou os olhos. O gemido tímido atrás dele lembrou-lhe de que não estava sozinho, no entanto, ele não tinha esquecido. Por uma breve instante, eles ainda estavam pele sobre pele, então Demi afastouse, puxando os lençóis sobre ela. A separação foi como uma lança direta no intestino e Joe começou a tremer. Incapaz de responder, ele ficou de pé e juntou suas roupas, colocandoas rapidamente. Sua camisa levou o dobro do tempo para abotoar, seus dedos tremendo e se atrapalhado com os botões. Ele vestiu suas calças, ignorando as meias enquanto pegava os sapatos e não olhou
para a mulher em sua cama até depois de afivelar o cinto. A pausa foi tempo suficiente para retomar seu controle, ou quase. A devastação clara no rosto de Demi ameaçou arruiná-lo. O clamor em sua cabeça virou um rugido, mas não permitiu que sua fachada de pedra se quebrasse. Cada instinto dentro dele gritava para ele correr, que esta era uma luta que ele não poderia ganhar, mas a lógica disse que Joe deveria dizer alguma coisa. Enraizado no lugar por dever, ele não poderia fugir disso mais do que poderia fugir de qualquer outro arranjo de negócio. Mas isso não é negócio. Sim, era. Porque chamar de qualquer outra coisa significaria admitir sentimentos que se recusava a categorizar.  "Eu não acho que..." Ele fez uma pausa. Palavras, neste caso, eram difíceis; algumas palavras mais do que outras. “Eu prefiro manter qualquer menção do amor fora de nossa relação para um futuro previsível.” "Por quê?" A pergunta era uma demanda, e ele sabia que ela merecia uma resposta. "Vamos pensar sobre isto logicamente." Lógica era bom. Joe decidiu que ele poderia ser lógico, mesmo agora. "Você me conhece há cerca de duas semanas. É tempo suficiente para construir qualquer tipo de ligação emocional?" Ele assistiu ela pensar sobre suas palavras, obviamente lutando para dar uma resposta. "Eu não estou pedindo para você dizer o mesmo." Joe acenou com a cabeça e sentou-se na cama. "Talvez não," ele admitiu, em seguida, estendeu a mão e segurou seu rosto. "Mas por que arruinar o que temos com sentimentos banais como este?" O rosto dela se retorceu, Joe capturou sua respiração. Sua pele era suave sob sua mão, mas ele quase podia sentir o seu frio crescente
em seu toque. O desejo de fugir para algum lugar neutro onde ele poderia pensar corretamente levantou-se como uma maré esmagadora. Ele se sentia como um coelho olhando para um predador, incapaz de pensar em qualquer coisa, senão, na fuga. Assim, quando ela estendeu a mão para tocá-lo, ele afastou, incapaz de suportar o contato. "Agora que você foi descartada nas investigações preliminares, você está livre para deixar a propriedade." As palavras soaram distante, como se elas não estivessem vindo de seus lábios. "Com a presença da polícia, eu acho que estamos a salvo de mais ataques. Um dos guardas pode conduzir e acompanhá-la onde quiser. Basta manter-me informado sobre o seu paradeiro." A jornada para o andar debaixo foi mais como sonambulismo. Joe foi direto para a porta da frente e só começou a respirar novamente quando estava fora. A tensão nervosa, no entanto, não iria deixá-lo e ele acenou para o homem que se aproximava dele. "Eu mesmo vou dirigir hoje, Jared". "Sim, senhor." Os passos largos de Joe o levaram rapidamente para a grande garagem ao lado da casa, e ele digitou o código para abrir as portas. Os portões levantaram devagar demais para o seu gosto, então ele se abaixou para passar enquanto o espaço se enchia de luz. Havia várias linhas verticais de carros dentro da garagem, muitos dos quais estavam na família há décadas. A maioria não era o que ele estava procurando por ser, em geral, o tipo de carro voltado para os passageiros e não motoristas, mas o branco Audi R8 iria servir a seus propósitos perfeitamente. Ele tirou para fora da garagem fazendo um spray de cascalho, voando para a entrada da frente. Os guardas quase não tiveram tempo de abrir os portões de metal o suficiente para ele passar, mas Joe não se
importava. O ruído branco encheu seu cérebro; o impulso de correr era muito grande. Eu te amo. As palavras ecoavam em sua mente, provocando uma sensação quase sinistra. Joe dirigiu cegamente, sem se preocupar com as estradas vazias a não ser pelo fato de que elas lhe deram a liberdade momentânea que ele queria. A distância, que ele rapidamente encontrou, não ajudou. Na verdade, quanto mais longe ele ia, mais a tensão estabelecia dentro de seu corpo. O desejo de virar, voltar para o quarto e pleitear o perdão cresceu quase tão forte quanto de precisar fugir. Essa opção era inaceitável. Joe bateu no volante, em seguida, novamente. Por que ele não inseriu uma cláusula sobre isso no maldito contrato? Se ele queria atribuir culpa, então o que aconteceu foi culpa dele. A menina era inteligente, ele a tinha visto ler o contrato inicial, sabia que ela tinha entendido no que estava se metendo. Se houvesse uma cláusula proibindo certas palavras, ela teria agido de acordo. Então, por que ele não pensou em incluir qualquer coisa do tipo no contrato? Eu não pensei que era necessário mencionar. Sim, mas para quem? Ele acreditou que Demi não se apaixonaria por ele... ou que ele não iria se apaixonar por ela? Era tudo tão confuso. Joe entrou em uma rodovia, ultrapassando carros com pouco zelo às leis de trânsito. Ele estava dirigindo de forma irregular e sabia disso, mas não poderia fazer-se mais lento. Por quase uma década, desde que assumiu as Indústrias Jonas, ele tinha sido forçado a pensar sobre cada movimento, todo mundo vendo e criticando suas decisões. Boa ou ruim, cada escolha foi julgada, pesada e marcada a favor ou contra ele. Essa tinha sido a vida com a sua família crescendo, como
tinha sido a vida no serviço militar e, mais agora que ele estava em uma posição pública. Ele fez disso sua missão para prever os resultados, ver como as suas decisões teriam impacto no futuro. Como ele pode ter perdido essa possível conclusão? O telefone no bolso vibrou, mas Joe ignorou. Respirando fundo, ele se obrigou a abrandar até a velocidade limite, e, em seguida saiu da rodovia. Ele dirigiu até o fim da estrada, na beira da água, em seguida, virou a direita, em direção a casa. O céu nublado sobre o Atlântico combinava perfeitamente com seu estado de espírito, e a volta para a mansão dos Hamptons levou mais tempo do que sua fuga inicial. O telefone zumbiu novamente no bolso e, agitado, Joe desligou. Ele não estava interessado em trabalho, na verdade era a coisa mais distante de sua mente. Nesse momento, se ele tivesse sido forçado a tomar uma decisão ou arriscar perder tudo, ele teria dito "foda-se tudo e lide com isso." Nesse momento, se fosse forçado a lidar com a política e as burocracias do império multibilionário que ele nunca quis, só o levaria à ruína. A viagem de volta para a casa foi chata o suficiente, mas no minuto que avistou o portão, Joe sabia que algo estava errado. Seus guardas estavam acumulados na entrada e eles se apressaram para encontrá-lo quando entrou.  "Senhor", disse um deles quando Joe abriu a janela, "temos uma situação." 
Joe não conseguiu se lembrar de alguma vez em sua vida em que tenha usado sais aromáticos para despertar um homem, mas o composto a base de amônia teve o efeito desejado sobre o condutor inconsciente. Jared acordou com um sobressalto, claramente desorientado com todos os rostos olhando para ele. Ele lutou para ficar
na posição vertical, e Joe pressionou-o de volta contra o sofá. "Calma", ele ordenou, e o homem mais jovem abaixou.  A maioria dos funcionários de Joe era ex- militar, acostumados a obedecer um comando. "Diga-me o que aconteceu." Jared lambeu os lábios, a testa franzida em pensamento. "Eu não sei, senhor. Eu lembro de você saindo e eu voltar para o barracão, então o mundo ficou confuso." Ele esfregou os pulsos. "Fui amarrado?" Joe assentiu. "Você se lembra de ter visto a senhorita Lovato?" Cada nervo estava em chamas, cada fibra do seu ser posicionada sobre esta questão. De alguma forma, ele manteve a voz firme e se controlou. Mal. "Não, senhor", disse Jared, finalmente, balançando a cabeça. "Eu vi a senhorita Lovato hoje. Por que, tem algo errado?"  "Ela está desaparecida." Dizer as palavras trouxe de volta o ruído branco, só que desta vez era um grito estridente e não um chato rugido ao fundo. Pensando bem, isso era quase impossível, seus homens estavam bem treinado e conheciam seus postos de trabalho. "Senhor, encontramos o carro." Joe virou cegamente em direção a voz. "Qual caminho ele está fazendo?"  "De acordo com rastreamento, ele já parou de se mover." Joe amaldiçoou. "Mande-me as coordenadas", ele ordenou e, em seguida, dirigiu-se à porta. Um SUV preto estava estacionado na frente quando Joe saiu. Ele nem esperou parar antes de quase arrancar a porta e saltar para dentro. Eles aceleraram além da calçada da frente, seguidos de perto por dois outros carros. Quando eles contornavam o portão, Joe puxou as coordenadas enviadas para o GPS do painel.
O caminho de volta para a cidade estava muito lento. Por duas vezes Joe chegou perto de pedir ao motorista para encostar de forma a assumir o volante, mas deteve-se. Não havia nada que ele pudesse fazer a não ser olhar para o ponto imóvel no tela, e rezar para que nesta hora não fosse tarde demais. Ele foi o primeiro a sair do veículo quando eles entraram no beco, mas ficou imediatamente claro que o carro estava vazio. A porta traseira do lado do passageiro estava aberta e a maçaneta estava torta, um sinal claro de uma luta para Joe. A bolsa de Demi ainda estava no banco de trás. Não havia nenhum sinal externo, no entanto, de quem a tinha seqüestrado ou onde eles a levaram. "Eu quero saber tudo sobre este veículo. Diga-me quem dirigiu na última semana, de onde as migalhas de comida no tapete vieram, todos os ocupantes. Encontre-me algo que vai nos dar uma pista de quem a levou." Demi. Ele não conseguia sequer dizer seu nome sem estar ofegante. Tudo o que ele queria fazer era destruir o carro, tirar seus segredos, mas que não serviria de nada. Uma raiva impotente bateu sobre ele. Não havia nada que ele pudesse fazer até que se soubesse mais. Seus homens eram bons - ele não contrataria nada menos do que o melhor - mas precisavam de tempo, e até mesmo um minuto era demais. Cada decisão do dia desabou sobre ele de uma vez. Quando ele deixou Demi sozinha em seu quarto, ignorou as chamadas no seu telefone, sendo tão arrogante a ponto de acreditar que o perigo havia passado. Ele era um covarde, fugindo de três pequenas palavras. Agora veja o que sua estupidez havia feito. Demi. Ele ainda podia sentir o cheiro dela em sua pele. Ela tinha revelado a sua verdade, admitindo seus sentimentos por ele, e ele a tinha jogado para os lobos. Oh Deus ...
Ele não conseguia respirar. Enquanto seus homens estavam focados na limusine, Joe andava em volta da SUV e lutava pelo auto-controle. Forçando para respirar fundo, ele se agarrou a maçaneta da porta inclinando a testa contra a janela. Seus punhos apertados enquanto puxava o ar, a emoção violenta em seu estômago quase demais para suportar. O rosto dela encheu sua visão, os grandes olhos azuis irradiando confiança em seu caráter que Joe nunca sequer imaginou que ele precisava. Foi. Tudo se foi. "Senhor?" Joe não tinha idéia de quanto tempo o homem tinha ficado parado lá assistindo, e esta percepção foi a última peça que precisava para recuperar o controle de si mesmo. Mostrar fraqueza não era o caminho, e, por pura força do hábito, ele conseguiu se trancar de volta atrás de uma fachada de pedra. A fachada tinha trincado, mas não desmoronou; ele não iria desmoronar, não agora, quando ele precisava se concentrar. Abrindo a porta do passageiro da SUV, Joe pegou uma mochila e voltou para a limusine. "Vamos ver o que podemos encontrar." 
A tarde seguiu para o crepúsculo, o crepúsculo para a noite, e ainda não havia nenhuma notícia. Sem telefonemas, sem exigências, nada que lhes daria mesmo o menor indício sobre o paradeiro de Demi. O carro havia sido minuciosamente checado, cada superfície estava sendo analisada, mas até agora não foi encontrado nada. Quem havia tomado Demi sabia como cobrir seus rastros: maçanetas de portas, direção roda, janelas, tudo havia sido limpo. O conhecimento não ajudou em nada a inspirar esperança.  Não havia maneira de Joe conseguir dormir. Há qualquer hora que ele fechava os olhos, tudo o que via eram pesadelos do que poderia ser
acontecendo naquele exato momento. Seu cérebro cheio de todos os horríveis detalhes do que poderia estar acontecendo com a jovem. Por volta da meia-noite ele estava uma pilha de nervos, conseguindo manter uma fachada calma, mas lutando para que o desespero não o esmagasse. Foi quase no amanhecer, porém, que eles acharam a primeira falha. "Collins tirou uma impressão digital parcial do lado de baixo da limusine. "Joe pegou o papel com os detalhes quando o homem continuou. "Nós fomos capazes de cruzar com várias bases de dados de impressões digitais e existem três possibilidades. Duas das opções não são prováveis. Um é do governo e trabalha em Seattle, outro é um criminoso fazendo o tempo na prisão Folsom. O terceiro é um ucraniano que atende pelo nome de Kolya Stiepánovitch. Ele tem ligações com a máfia russa, bem como traficantes de armas..." "Will". A palavra rosnada congelou o outro homem. Joe amassou o pedaço de papel na mão. Por que não perseguiu esse ângulo, ou mesmo o considerou? De alguma forma, seu irmão estar envolvido não o surpreendeu. Finalmente, eu tenho um alvo. "Dêem-me tudo o que temos do traficante de armas Will, especificamente qualquer lugar que ele poderia estar escondido na cidade. Residências, armazéns, barcos - Quero uma lista de qualquer lugar em que ele possa estar. Também verifiquem com todos os informantes que possam fazer parte da sua rede, se ele já se foi, vamos precisar de um recurso de backup de informação." Quando o outro homem se apressou a voltar para o seu computador, Joe encarou uma mancha na parede. Gesso cobria agora o buraco de bala, completamente branco contra os tons mais escuros de tinta. Eles ainda não tinham concluído os reparos aos danos do ataque
do franco-atirador. A parede estava erguida e lixada, esperando a última camada de pintura. Em algum lugar sob o drywall, uma bala se alojara contra a estrutura de madeira da casa, prova permanente de eventos que ocorreram há apenas um punhado de dias atrás. Will tinha escorregado por entre os dedos na ocasião, mas Joe jurou que não seria o caso agora. Se algum mal tivesse acontecido a Demi Lovato ... Joe amassou o papel apertado dentro de seu punho. Wilmer podia ser parente, mas o sangue não iria salvar sua vida neste momento.

O Que Você Quiser - Capitulo 26

Capítulo 26 

Esperar nunca foi minha especialidade, mas parecia que isso era o que homens Jonas proporcionavam. Isso não significava que eu tinha que gostar. Eu me vesti, brinquei um pouco com a faca, pesquisei livros, olhei para o teto e girei os polegares. Quando os minutos se transformaram em horas, o estrondo na minha barriga cresceu impossível de ignorar. Eu não tinha comido durante todo o dia e com o passar do tempo comecei a me perguntar se  ia voltar antes de eu morrer de fome. Mesmo quando os motores localizados abaixo finalmente rugiram para a vida, ninguém chegou a minha porta. Cada vez mais, percebia que estava por minha conta. Eu estava na porta, olhando para o punho. Todo mundo que quer machucar você está preso. Assim esperava. A perspectiva de perigo foi se tornando menos importante quanto mais a fome crescia. Finalmente, quando meu estômago revirou dolorosamente mediante a lembrança de um cheiro, eu tomei coragem para abrir a porta e colocar minha cabeça fora. Um homem corpulento passava pela porta, mas fui ignorada enquanto ele se movia rapidamente das escadas em direção ao convés. Os níveis inferiores pareciam estar movimentados, aumentando minha curiosidade, mas eu achei melhor verificar sobre isso mais tarde, depois que eu pegasse algo para comer. Andar pela passarela metálica na ponta dos pés era bobagem, mas eu progredi tão rápida e sorrateiramente o quanto pude, deslizando no interior de uma galeria duas portas abaixo. 
Dei um suspiro de alívio quando vi que estava vazio e fui direto para a geladeira grande. Eu me arrepiei quando vi o que estava lá dentro. Carne crua descansando sobre pratos. Recipientes sem rótulos de comida que eu não queria ver. Muito desapontada, eu fechei a porta grande e vasculhei a despensa nas proximidades. Tudo estava em caixas, exceto o pão de sanduíche, que eu puxei para fora e verifiquei. Não pude ver nenhum mofo prejudicando a superfície branca e como eu estava com fome, foi o suficiente. Apesar de não ser a refeição mais nutritiva do mundo, eu peguei três fatias simples e fui procurar material para um sanduíche. Eu rapidamente descartei qualquer coisa na geladeira e comecei a olhar nas prateleiras à procura de algo para colocar no pão. Não encontrei manteiga de amendoim que eu estava esperando, mas achei um tubo de algo chamado Marmite. Uma lufada de uma cobertura desconhecida me fez rapidamente mudar de idéia, mas quando me virei para colocá-lo de volta, notei alguém do outro lado do balcão me observando. Assustada, dei um pequeno grito, deixando o tubo cair de minhas mãos. "Hum, oi", eu disse hesitante, virando rapidamente para escapar dos estranhos respingos. O rapaz parecia nervoso ao me ver, o que me acalmou um pouco. Ele era muito mais jovem do que a maioria dos outros que eu tinha visto no barco, mais perto da minha idade, então eu tentei um sorriso.  "Eu estava à procura de algo para comer." Em seu olhar vazio, percebi que existia uma possibilidade de que não podia me entender. "Um ..." Houve uma barulheira incompreensível do lado de fora da porta que chamou minha atenção. A cabeça do menino girou para as vozes crescentes, depois de volta para mim. Eu reconheci o desespero em seus olhos. Uh oh.
Fugi em direção à porta, mas não fui rápida o suficiente. O menino agarrou meu braço, girando-me e me mandando com força contra uma mesa próxima. As pessoas começaram a aparecer na sala e ele me arrastou de volta contra ele. O brilho de algo passou sob meus olhos, então congelei quando uma faca de açougueiro foi colocada contra o meu pescoço.  abriu caminho para frente, mas parou quando me viu. Olhei para ele e o homem teve a ousadia de sorrir.  "Você deve ter o pior carma". "Eu sei, certo?" Respondi irritada, em seguida, a faca foi puxada mais forte contra minha carne. Cada emoção tinha evaporado, exceto o medo; quando eu engoli senti a faca na pele macia de minha garganta. "Alexei", disse , em voz baixa, o sorriso desaparecendo rapidamente, "Coloque a menina para baixo." O menino cuspiu em , então soltou uma seqüência de palavras em um língua que não conhecia. Do jeito que ele falou, eu sabia que eles eram maldições, e todas dirigidas a . "Kolya", disse  em uma voz aguda e o homem que eu reconheci como motorista de  avançou. "Por favor, traduza." "Vai se foder".  olhou para o russo tatuado e bufou. "Eu achei o máximo. Diga-lhe que, por favor, que deixe a Sra. Lovato ir. " O grande condutor traduziu, mas Alexei balançou a cabeça e soltou mais uma rodada de palavras iradas.  "Ele disse que não," Kolya traduziu, obviamente, parafraseando. "Pergunte a ele por que ele sabotou o navio." "Afundar tudo." As palavras desta vez vieram de Alexei, que novamente cuspiu em . “Especialmente você."
"Ah, o menino fala."  deu um sorriso triste. "E o que, posso perguntar, tenho feito a você?" "Você mata minha família", rosnou o garoto. "Suas armas, abate-os”.  O sorriso de  se desfez. "Quem lhe disse isso?" Percebi que ele não estava mesmo incomodando em negar as acusações.  "Eu armei bomba, mas não saiu certo." Alexei ignorou a pergunta de . "Você no fundo do mar, então eu vejo a minha família novamente." Ele indicou a sala com a faca, gritando alguma coisa que eu não entendi. "Isso foi para nós", disse Kolya quando  olhou para ele. Os olhos do motorista estavam em Alexei. "Por trabalhar com você." "Dez anos". O corpo de Alexei estava tenso com raiva e dor, "eu esperar por vingança dez anos. E agora, eu falhar." A cabeça de  disparou. "Dez anos era antes do meu tempo", ele disse com cara séria. "Eu não vendi essas armas que mataram sua família." Contra minhas costas, o corpo de Alexei começou a tremer. "Você mentir ", ele murmurou, e eu senti a tensão na sala aumentar. Algo no meu bolso bateu contra minha coxa e uma lâmpada explodiu em minha cabeça. A faca! Puxei-a para fora lentamente, pulmões tremendo com o medo de ser pega, e desdobrei-a perto do meu corpo onde orei para Alexei não ver. Quando estava aberta, segurei-a com força na minha mão, mas parei quando vi a mão de  fazer um movimento batendo no ar. Não me faça esperar. Eu segurei a faca, esperando que o contrabandista de armas soubesse o que era fazendo. Tentei não engolir por medo da lâmina cortar mais fundo em minha pele.
 balançou a cabeça para Alexei. "Quem disse que eu era o corretor de 10 anos atrás é um mentiroso, não eu. Diga-me, garoto, quem lhe deu essa informação?" Alexei parecia lutar com uma resposta, e minha mão tremia em volta da faca. Senti cócegas do lado direito do meu pescoço onde a lâmina  estava, e eu sabia que estava escorrendo sangue. Uma polegada mais profunda e haveria um sangue muito maior. "Mas você vender mais armas." O menino parecia reunir com esta revelação. "Você mata mais famílias." As mãos me apertaram ainda mais. "Por que eu não deveria matar a sua?" Eu não estava mais à espera de , ouvi minha morte nessas palavras. Você teve sua chance, amigo. Deslocando lateralmente, mergulhei a faca para trás até que eu senti o choque nauseante de bater na carne. O grito de Alexei soou no meu ouvido e ele caiu para o solo. O braço segurando a faca de açougueiro no meu pescoço ficou relaxado o suficiente para me deixar afastá-lo, mas eu ainda sentia a ponta da faca no meu pescoço e nós caímos no chão. No emaranhado de corpos, eu perdi o domínio sobre a faca e o pânico queimou em mim. Arrastando ao longo do chão, olhei para trás para ver Alexei ainda segurando a faca de cozinha. Ele agarrou meu tornozelo, puxando-me de volta para ele. Eu escorreguei na superfície suja enquanto ele levantava a lâmina novamente, pairando sobre mim. Logo após, sons de tiros encheram o ar e Alexei caiu para trás, batendo de volta contra o refrigerador. Choramingando, deslizei pelo chão longe do corpo, em seguida, bati nas mãos que tentaram ajudar-me.  "O que inferno", eu gritava, saltando para os meus pés. A adrenalina percorria meu corpo e tudo o que eu podia fazer era ritmo, coração
acelerado e corpo nervoso. "Por que isso sempre acontece comigo" exigi incapaz de ficar em pé. Kolya estendeu a mão para o menino verificando o pulso, mas eu já sabia que o grande homem não ia encontrar nada. Eu cavei minhas mãos no meu cabelo, puxando-o com frustração. Naquele momento, precisava fugir para estar em qualquer lugar, menos naquele navio. Em seguida,  estava na minha frente, bloqueando qualquer fuga.  "Fique quieta." Eu lutei para dar a volta nele, e ele agarrou meus ombros. "Você está sangrando, deixe-me dar uma olhada." Seus olhos se estreitaram quando eu ainda o empurrava. "Você se sentiria melhor se eu batesse em você?" "Não se atreva," eu disse, olhando para ele. A ameaça fez eu me acalmar o suficiente para ele pressionar um pano de prato contra a ferida. Estremeci com o toque, e rezei para que o pano estivesse limpo. "Eu tenho um kit de primeiros socorros no meu banheiro. Kolya, cuide do corpo e descubra como Alexei trouxe uma bomba para este navio. " Bati as mãos longe de  novamente, determinada a caminhar por mim mesma. Então o mundo inclinou e eu gritei de novo quando ele levantou-me em seus braços. Tudo que queria era ficar sozinha, mas ele me carregou chutando e gritando de volta para o quarto, jogando-me na cama antes de fechar a porta. Ele vasculhou o banheiro e depois saiu segurando uma grande caixa vermelha. "Fique quieta. Eu preciso olhar isso." Ainda irritada, concordei, estremecendo com um chiado quando o álcool atingiu o ferimento.  "Minha vida era tão chata antes de conhecer você e seu irmão," eu murmurei, segurando a pressão no corte enquanto  vasculhava o
kit de primeiros socorros. "Isso é algum retorno cósmico por ser a mais maçante menina no planeta?" "Talvez", brincou  e no olhar sombrio ele riu. "Vá tomar um banho. Eu não tocaria em nada que esteve nos pisos da lanchonete, nem mesmo você, sem uma profunda descontaminação em primeiro lugar." Eu concordei: a cozinha era nojenta, e eu duvidava que os pisos eram melhores. Fechando-me no banheiro, saí das minhas roupas, liguei o chuveiro e depois examinei meu pescoço no espelho.  usou fita suficiente para que a água não entrasse, mas a área estava sensível. Uma suava linha vermelha se arrastava até uma mama, sobras do ferimento de faca.  Eu tremia, em parte, como perto da morte eu estive e pela adrenalina deixando meu corpo. Entrei no chuveiro, deixei a água quente apenas fluir sobre mim durante vários minutos. A porta do banheiro abriu rangendo, e eu ouvi  entrar.  "Vá embora", eu respondi, mas ele apenas riu.  Eu o ouvi tirar suas roupas também, então ele empurrou a cortina e entrou no chuveiro. Para esconder o meu nervosismo, me virei e comecei a ensaboar o meu corpo. "Acabe com isso, então me entregue o sabão." O tom de comando fez minha barriga gelar, mas eu não respondi. Entreguei a barra fina de costas para ele, enxaguei rapidamente tentando ignorar o homem por trás de mim.  manteve as mãos para si, o que foi um alívio, mas eu não poderia ficar longe dele para sempre. Finalmente eu me virei, fechando os olhos para bloquear a vista enquanto lavava minhas costas e cabelos. Ouvi  fazer um ruído apreciativo e, apesar do calor da água, meus mamilos apertaram em resposta. "Minha vez", disse, e quando abri os olhos, ele entregou-me um pano com sabão.
Eu fiz uma careta para ele. "Eu não sou sua escrava." Eu cautelosamente tomei a toalhinha apesar de meus próprios protestos.  balançou as sobrancelhas para mim. "Você quer ser?" Revirei os olhos, tentando fingir indiferença, mas foi difícil. Recusando-me a olhar para baixo, eu comecei a esfregar em volta do seu pescoço e parte superior do tórax e fui surpreendida por quanta sujeira saiu.  "Você está imundo." "Isso é o que acontece quando você está trabalhando em um barco a motor todo o dia." De fato, o pouco pano que eu segurava era totalmente inadequado para o trabalho. Lavei-o duas vezes, com adição de sabão a cada vez, antes de terminar com a frente de seu tronco. Esse trabalho me ajudou a não focar na sensação de seus músculos sob minhas mãos, ou como eu estava nua com um homem estranho e bonito em um chuveiro. Houve algo íntimo sobre tomar banho juntos, e eu não tinha certeza que meu cérebro poderia lidar com mais complicações. Parei de esfregar antes de sua virilha, mas não perdi o eixo rígido saindo em direção a mim.  "Vire-se". "Ei, escrava um pouco mandona." Ele obedeceu e eu limpei seu pescoço e ombros, trabalhando todo o caminho. Deste lado não era tão ruim, e quando eu alcancei a parte inferior das costas, mordi o lábio em apreciação. Ele tinha um traseiro lindo e os meus dedos coçavam para tocá-lo, mas recuei. "Ok, enxaguar." Nos esprememos no box estreito, meu coração acelerando enquanto nossa carne se encontrava e deslizava. Ele lavou o sabão, dando-me uma completa e descarada visão, e desta vez eu não consegui desviar o olhar.  não era tão alto ou musculoso como seu irmão Joe, mas ele era muito bonito de ver em sua própria maneira. Cheguei perto
de tocá-lo um par de vezes, sempre pegando a minha mão de volta no último minuto. Meu coração foi martelado e uma dor surda latejava entre minhas coxas.  Seus olhos se abriram quando ele puxou a cabeça para fora do fluxo de água e sorriu quando me viu olhando para ele. "Você vai lavar o seu cabelo?" "Eu, hum." Em uma perda de palavras, olhei para um frasco de xampu então congelei quando  deu um passo em minha direção. Ele segurou meus seios, apertando os mamilos e eu tremi. Não sabia o que esperar com este homem. Ele era um cavalheiro e alternadamente um ladino, mas o meu corpo ficou vivo ao seu toque. Ele olhou para mim com um sorriso torto no rosto. "Uma vez com você não é suficiente", ele murmurou, acariciando minha bochecha. Eu não conseguia parar os suspiros necessitados que saíam da minha boca, e vi uma faísca responder em seus olhos. Minhas mãos procuraram seu corpo, traçando as linhas dos músculos ao longo de seu torso.  empurrou a cortina de chuveiro de lado.  "Fora", ele ordenou, e seguiu-me quando nós pisamos no pequeno tapete ao lado da banheira. Ele não se incomodou com toalhas. Eu fui varrida fora de meus pés e levada para a cama, seus passos longos cobrindo a distância rapidamente. Nós caímos na cama, cada um de nós procurando a outra boca, mãos movendo-se através da pele molhada. Nosso beijo não foi o frenesi de antes, mas não era menos intenso. Engoli em seco novamente quando sua boca deslizou para o meu pescoço, dentes mordiscando e mordendo. Uma mão se moveu para o lado do meu corpo, abrindo as pernas para que ele pudesse ficar entre
elas. Seus lábios voltaram para os meus, provocando e prometendo, e eu lamentando dentro da sua boca. Mais uma vez ele trouxe meus pulsos acima da minha cabeça, mas dessa vez senti um laço em torno deles. Eu parei o beijo para olhar para cima os meus pulsos amarrados, em seguida, de volta a seu sorriso insolente.  "Tenho um sentimento que você gosta desse tipo de coisa", disse ele, sorrindo quando eu, sem sucesso puxei minhas novas restrições. Eu nem sabia onde ele tinha conseguido o cabo e, certamente, não tinha notado isso no meu caminho para a cama. A corda que ele usou era grossa, metade da largura dos meus pulsos, mas com folga suficiente para minhas mãos amarradas terem alguma liberdade de movimento.  parecia satisfeito com sua obra.  "Agora eu posso fazer o que eu quiser." Ele piscou para mim e baixou a boca para sugar um mamilo. Uma corrente de ar escapou dos meus pulmões e eu arqueei minhas costas, desejando mais. Ele moveu para lamber o outro mamilo, os dentes mordiscando a ponta, em seguida, arrastou seus lábios na minha barriga tremente. Atirando meus joelhos sobre seus ombros, ele olhou para mim enquanto eu lutava poderosamente para manter alguma dignidade, sem sucesso.  "Eu amo o seu sabor", ele murmurou, acendendo uma chama em meu coração. Espalhando meus joelhos afastados, ele abaixou a cabeça e com o toque de sua língua meu quadril arqueou fora da cama. Esforcei contra as minhas restrições, me debatendo e tremendo enquanto sua língua investigava minha entrada. Dedos pressionados contra o tecido sensível, abrindo-me mais quando ele pressionou o rosto contra mim, e eu soltei um alto gemido. "Oh, uma gritadora? Vamos deixar os meninos embaixo com inveja."
Fechei meus lábios apertados, travando minha mandíbula, enquanto  baixava a cabeça novamente. Meu corpo estremeceu e se contraiu em suas ministrações, grunhidos e gritos pequenos ainda saiam de maneira livre, mas nada forte o suficiente para atravessar a porta.   fez o seu melhor para trabalhar o meu corpo, pressionando todos os botões certos e lugares secretos até que eu era uma bagunça, tensa e instável. Ele puxou a boca longe e se levantou de repente, levando meus quadris para fora da cama. Torcendo-me de lado, ele levantou uma perna para descansar em seu ombro enquanto empurrava meu corpo na posição certa; e empurrou dentro de mim. Eu puxei contra minhas restrições, um grito saiu dos meus lábios antes que eu pudesse fechá-los novamente. Ele não parecia ter pressa, empurrando lentamente e deliberadamente, atingindo um ponto dentro que causou arrepios na espinha. A nova posição permitia acessar todos os lugares certos, e meu orgasmo subiu rapidamente para a superfície, mas  não estava pronto para que fosse feito logo. Ele se soltou e virou-me de novo, então eu estava deitada com o rosto na cama. Agarrando minhas nádegas, ele lhes deu uma pequena balançada, e depois um tapa de provocação mediante meu olhar irritado.  "Eu gosto de brincar com sua bunda", disse ele, dando-me um sorriso insolente. "Quase tanto quanto eu gosto de ará-lo." Seus polegares traçaram o vinco, espalhando-me aberta quando eu puxei meus joelhos até debaixo de mim. Eu pressionei meu rosto no travesseiro, ficando tensa quando um dedo deslizou sobre minha abertura traseira, mas ele ignorou e passou direto para a carne sensível abaixo. Ele se posicionou atrás de mim, a ponta grossa empurrando
lentamente para dentro. Minha barriga apertou em antecipação e ouvi  chiando, com as mãos puxando meus quadris até que ele foi totalmente revestido dentro de mim. Sua testa pressionada contra meus ombros, as mãos se movendo para cima a minha cintura quando ele então puxou fora e de volta para dentro, repetindo o movimento com mais força uma segunda vez. Eu agarrei o comprimento extra de corda, segurando firme enquanto as estocadas cresceram mais rápidas e mais fortes. Gemendo alto no travesseiro, eu inclinei ainda mais meu traseiro, minhas terminações nervosas gritando pela fricção prazerosa. Dentes roçaram a pele atrás do meu pescoço, e quando a primeira mordida veio a dor aguda só contribuiu para o prazer. "Deus, você é sexy", ele respirou no meu cabelo. O elogio fez meu coração cantar e eu cerrei em volta dele, empurrando de volta contra seus quadris. Ele xingou e eu sorri, fazendo novamente. Ele mergulhou com muita força dentro e eu gemi no travesseiro. Tanto prazer, e a minha libertação próxima do alcance. Ele se soltou e virou-me sobre minhas costas. Não houve pausa desta vez, ele estava de volta dentro de mim em segundos, seu rosto apenas alguns centímetros do meu. Eu não conseguia segurar em meus gritos, mas ele cobriu minha boca com a sua, engoliu meus gemidos e sons. Minhas pernas subiram em volta de sua cintura estreita, fechando atrás das costas. Eu solucei quando senti o orgasmo subindo lentamente em direção a borda, ameaçando devastar os meus sentidos. Puxando minhas restrições, eu doía para tocá-lo e abraçá-lo contra mim. "Deixe-me ver você gozar." A voz de  estava sem fôlego, seu rosto a centímetros do meu. Aqueles olhos lindos eram de um azul profundo, escurecido com desejo  e necessidade. A cicatriz pálida se destacava um bravo corte em seu rosto bonito. Então, meu mundo foi
consumido por um turbilhão rasgando meu corpo, cada músculo tenso explodiu. Mesmo os lábios de  não conseguiram segurar meu clamor desta vez, enquanto eu gemia e me debatia. O homem da cicatriz continuou a martelar em mim, sua respiração ficando irregular, e cada estocada só fez as ondas continuarem mais. Fechei os olhos, o corpo além de gasto, quando  finalmente chegou lá no fundo, tendo um colapso em cima de mim. Meu coração trovejou no meu peito, enquanto ambos lutavam para recuperar o fôlego.  "Eu não achava que poderia ficar melhor do que hoje cedo,"  murmurou, nem sequer se preocupou em levantar a cabeça.  Eu não respondi, minha mente estava voando para formular uma resposta adequada. Depois de um momento,  se soltou mas me manteve perto, seu corpo quente era um peso reconfortante tendo-me para baixo no colchão. Ele soltou a corda em volta dos meus pulsos, e os meus braços caíram mole para o travesseiro em cima da minha cabeça. Nós ficamos lá por um momento, lutando para respirar normalmente de novo. "Por que é", eu perguntei depois de um momento de silêncio, "que a maioria de seus homens são russos? " O comentário fora de hora desenhou uma risada de surpresa em . Ele cruzou os braços sobre meus seios e apoiou o queixo no topo de um pulso, olhando para mim com diversão. "Muitos dos meus associados eram de países do bloco Leste. Além disso, enquanto Anya estava comigo, eu tinha um tradutor fácil para determinados segmentos da população". Seus olhos se nublaram com a menção da menina russa, morta por um assassino menos de uma semana antes. 
"Você ainda a ama?" Eu perguntei sem rodeios, atenta à direção desajeitada que nossa conversa estava tomando. Ele começou a falar, e então parou.  "Talvez uma vez", murmurou, aparentemente não pensando que esta fosse uma discussão estranha dada a nossa posição atual. "Quando eu a conheci, ela era jovem e ingênua. Eu estava com raiva e egoísta; roubá-la de meu irmão era uma maneira de dar o troco por se intrometer na minha vida." Ele suspirou, me olhando fixamente de lado. "Os tempos mudam. As pessoas mudam. Eu não fiz o suficiente para manter Anya abrigada deste estilo de vida, e agora ela está morta." Ele encontrou meus olhos de novo. "E sobre Joe? Você o ama?" "Eu..." Meu coração apertou dolorosamente. "Eu pensei que amava." Agora, minhas opiniões sobre Joe estavam todas misturadas, devido em grande parte, ao homem deitado nu em cima de mim. "Ele salvou minha vida." "Eu salvei a sua vida também. Duas vezes." Estremeci com o lembrete, minha mão indo para a atadura na garganta.  "Sim", eu murmurei, deixando cair o meu olhar. Um nó se formou em minha garganta e eu forcei meu rosto contra as lágrimas. "Quando eu disse a ele que o amava, foi a primeira vez que eu disse isso a alguém desde que meus pais morreram." A memória era poderosa o suficiente para perfurar meu coração novamente. "Ele simplesmente chamou as palavras de ‘banais’." "Meu irmão é um idiota."  disse isso de forma como se fosse um fato estabelecido, como se a frase fosse tão certa aos lábios como a respiração. Depois ele suspirou. "O amor é uma amante inconstante e cruel. Confuso como o inferno também". "Sim".
Nós ficamos num silêncio amigável outro momento, então eu coloquei minha mão em meu cabelo. "Eu provavelmente deveria terminar meu banho" Murmurei, fazendo uma careta quando eu senti a umidade, os nós e emaranhados espalhados sobre o travesseiro. "Eu acho que você parece fantástica", disse  com uma cara séria, e eu bati no seu ombro. Ele sorriu para mim. "Na verdade ..." Ele cutucou a minha coxa e eu percebi, com algum choque, que ele estava duro novamente. Sua diversão cresceu com a minha surpresa. "Eu quero te provar novamente." Sua voz gutural acendeu o fogo no meu interior. Corri meus dedos em seu cabelo quando ele me deu um beijo suave, e então fechei os olhos enquanto seus lábios percorriam meu corpo mais uma vez.  
Nós fizemos amor mais duas vezes antes de adormecer enrolados em volta um do outro. Tempo significava pouco na sala escura. Nenhuma luz solar penetrou a escuridão, e ninguém nos perturbou. Fizemos amor. Quando  me tocou, as pontas dos dedos queimaram marcas em minha pele, eu tentei não pensar mais sobre o que essas palavras significavam para mim. Um martelar forte na porta despertou-me. ", nós precisamos de você lá fora", a voz de Frank gritou através da porta.  "Capitão jura que viu um barco vindo para cima de nós. Podem ser piratas." Fiz uma pausa na confusão, mas  pulou da cama, virando  uma lâmpada e colocando suas roupas.  "Piratas", eu perguntei, não conseguindo conciliar a imagem Peg-leg na minha cabeça com a era moderna.
"Estamos chegando perto do Caribe", disse , pisando em suas calças, "e alguns grupos de bandidos ainda se apegam a navios por lá. Eu não acreditava, no entanto, que iríamos nos deparar com qualquer presente do extremo norte." Ele olhou para mim. "É melhor você se vestir." Ele saiu pela porta enquanto eu saia da cama, e corri para trancá-la. Agarrei as roupas do banheiro e rapidamente me vesti, mantendo um ouvido aberto para qualquer coisa estranha. O bater de pés fora do meu quarto sacudiu o chão, mas não ouvi qualquer coisa suspeita. Por um segundo procurei pela faca e, em seguida, me lembrei que tinha deixado presa dentro da perna de Alexei. A coisa mais perigosa na sala era a moldura da imagem. Eu a agarrei, desejando ter algo para defender a mim mesma. De algum lugar no navio, veio uma série de estouros. Eu congelei, segurando o quadro com ambas as mãos, as bordas cortando linhas em minha pele. Mais passos soaram fora da porta, tranqüilos neste momento, mas eu ainda podia sentir cada pisada. Não venha aqui, por favor não venha aqui ... A maçaneta balançou, então houve um choque como se alguém tentasse derrubar a porta. Eu dei um grito apavorado, correndo direto para o banheiro, quando a porta bateu aberta. Uma figura negra encheu a entrada e eu parei imediatamente quando vi o bandido com um grande rifle nas mãos virar para mim. A arma baixou quase imediatamente, e eu gritei quando a figura me alcançou. Golpeando-o na mão com o quadro, eu me virei para correr em direção a cama, mas um braço em volta da minha da cintura levantou-me do chão. Batendo no braço nu com a moldura da imagem, meu segundo grito foi cortado quando uma mão morena fechou em volta da minha boca.
"Demi," uma voz familiar murmurou no meu ouvido, e eu parei lutando com o choque. "Eu vou tirá-la deste barco." O quadro caiu de meus dedos dormentes, rachando contra o tapete fino. A mão saiu lentamente da minha boca.  "Joe?" Eu sussurrei, lutando para me virar. Ele me colocou de volta nos meus pés e eu olhei para o homem. Com listras negras no rosto e nos braços, mas aqueles oh-tão-familiar olhos verdes brilhavam como tochas. Eu estiquei minha mão para tocar seu rosto, em seguida, cobri minha boca, incapaz de acreditar no que estava vendo. Então, a partir da entrada veio o clique de uma arma, e Joe congelou, mantendo a cabeça ereta. "Olá, irmão mais novo." Joe me empurrou por trás dele quando se virou para Wilmer.  O contrabandista de armas arqueou uma sobrancelha, em seguida, olhou para mim. "Bem, isso não é estranho."  
 

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